Marcos 7:20-23: O que sai do homem e o que o contamina é o tema central deste estudo profundo sobre a origem do mal, a reforma íntima e a cura da alma através do Evangelho.
Marcos 7:20-23: O que sai do homem e o que o contamina
A passagem de Marcos 7:20-23: O que sai do homem e o que o contamina representa um dos pilares mais revolucionários do ensino de Jesus Cristo. Em um mundo onde as aparências e os rituais externos frequentemente sobrepujam a essência espiritual, o Mestre convoca a humanidade a olhar para dentro. Este texto propõe uma análise exaustiva sobre a natureza humana, a origem das nossas imperfeições e o caminho da redenção sob a luz do Espiritismo e do Cristianismo Primitivo.
A Essência do Ensinamento de Jesus
No contexto bíblico de Marcos 7:20-23: O que sai do homem e o que o contamina, Jesus estava confrontando os fariseus e escribas, que davam importância excessiva às abluções e rituais de pureza exterior. O Mestre, com sua sabedoria divina, inverte a lógica religiosa da época: a verdadeira impureza não é biológica ou ritualística, mas moral e espiritual.
“E dizia: O que sai do homem, isso é o que contamina o homem. Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios, os furtos, as avarezas, as maldades, o engano, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem.”
Esta declaração é o ponto de partida para compreendermos que somos os arquitetos do nosso próprio destino e os únicos responsáveis pelo estado de nossa alma.
O Que Sai do Homem: O Interior como Fonte
Quando analisamos a frase Marcos 7:20-23: O que sai do homem e o que o contamina, percebemos que o “interior” mencionado por Jesus refere-se ao Espírito, à mente e ao coração. Não são os alimentos que ingerimos ou o pó que toca nossa pele que nos tornam impuros perante as leis de Deus, mas sim as emanações mentais e os sentimentos que nutrimos.
O Profundo Poço de Pecados
Muitas vezes, somos descritos como um “profundo poço de pecados”. Esta expressão reflete a nossa condição de Espíritos em evolução, ainda estagiando em mundos de expiação e provas. A imperfeição humana não é um estado permanente, mas uma fase de transição. No entanto, enquanto não reconhecemos a profundidade das nossas falhas de caráter, continuamos a mergulhar nas águas turvas do erro.
As fraquezas espirituais mencionadas no texto de Marcos — a avareza, a inveja, a soberba — não são influências externas, mas sementes que ainda germinam em nosso solo interior. O pecado, sob a ótica espírita, é a transgressão da lei de amor, e ele reside no íntimo do ser, pronto para se manifestar através de pensamentos, palavras e ações.
A Natureza dos Pensamentos Negativos
Dentro do tema Marcos 7:20-23: O que sai do homem e o que o contamina, os pensamentos ocupam um lugar central. O pensamento é força criadora. Tudo o que realizamos no mundo material nasceu primeiro como uma ideia ou um desejo em nossa mente.
- Desejo por coisas materiais: A busca desenfreada pelo ter em detrimento do ser gera a avareza e o egoísmo.
- Vícios: Sejam eles físicos ou morais, os vícios começam na aceitação mental da dependência.
- Inveja: Uma das “principais portas que nos leva a pecar”. A inveja é o descontentamento com a felicidade alheia, revelando nossa própria insegurança e falta de fé na justiça divina.
O pensamento é o caminho mais farto para o erro. Nele, expressamos toda a nossa capacidade de criar cenários de ódio, vingança ou lascívia. Por isso, a vigilância sugerida por Jesus (“Vigiai e orai”) é a ferramenta indispensável para evitar que o que sai de nós nos contamine.
A Inveja e a Contaminação da Alma
Aprofundando em Marcos 7:20-23: O que sai do homem e o que o contamina, devemos dar atenção especial à inveja. Ela é um veneno que corrói o frasco que o contém. Ao invejarmos o próximo, pecamos contra as Escrituras, que nos pedem para amar o próximo como a nós mesmos, e pecamos contra a harmonia do universo.
A inveja fecha as portas para o progresso espiritual, pois o indivíduo invejoso gasta sua energia vital observando e lamentando o sucesso alheio, em vez de cultivar suas próprias virtudes. Como diz o texto base, “a inveja é uma das principais portas que nos leva a pecar”.
O Sacrifício de Jesus e a Redenção
O papel de Cristo na história da humanidade é o de um Libertador. No contexto de Marcos 7:20-23: O que sai do homem e o que o contamina, entendemos que Jesus veio ao mundo para nos mostrar o caminho da saída desse “calvário” de erros.
O Sangue Derramado e a Lei de Causa e Efeito
Diferente de interpretações puramente dogmáticas, a visão espiritualista nos mostra que o sacrifício de Jesus foi o ápice de sua missão de amor. Ele pagou “o peso dos pecados do mundo” no sentido de que ofereceu o roteiro seguro para a nossa libertação. Sua morte na cruz não foi um pagamento mecânico que nos isenta de responsabilidades, mas um convite à renovação.
Ele nos libertou da “escravidão do pecado” ao nos ensinar que não somos escravos da nossa natureza inferior. Temos o livre-arbítrio para escolher o que sairá de nosso interior.
A Necessidade do Arrependimento e da Reparação
O texto afirma: “Não estaremos salvos se não redimirmos os nossos pecados”. Esta é uma verdade fundamental. A salvação não é um passaporte gratuito, mas uma conquista da alma que se esforça.
- Arrependimento: Reconhecer que o erro nasceu em nosso interior.
- Expiação: Sofrer as consequências naturais do ato (lei de causa e efeito).
- Reparação: Trabalhar ativamente para desfazer o mal causado.
O Ciclo da Queda e o Desafio da Reforma Íntima
Frequentemente nos sentimos fracos. O texto destaca que “na maioria das vezes não nos arrependemos ou arrependemos-nos prometemos não fazer de novo mas como somos fracos voltamos a pecar”. Este ciclo é a maior luta do Espírito encarnado.
A Reforma Íntima é o processo de limpar esse poço interior. É um trabalho diário, muitas vezes doloroso, que exige honestidade brutal consigo mesmo. Admitir a soberba, encarar a própria maldade e lutar contra a blasfêmia são os degraus para a santificação pessoal.
A Eternidade das Oportunidades
Uma das passagens mais belas do texto original diz: “Um tempo uma nova oportunidade pra que possam corrigir vossos erros… de mim, por mim, todos, todos terão eternas oportunidades”. Aqui, ressoa a doutrina da reencarnação e da misericórdia divina.
Deus não condena seus filhos ao sofrimento eterno. O “sofrimento eterno” citado em textos antigos é uma metáfora para o sofrimento que parece não ter fim enquanto a alma persiste no erro. A cada nova existência, recebemos uma “folha em branco” para escrevermos uma nova história, corrigindo as falhas de Marcos 7:20-23: O que sai do homem e o que o contamina.
Como Praticar os Ensinamentos de Marcos 7 no Dia a Dia
Para que este estudo não fique apenas no campo teórico, precisamos aplicar a lição de Marcos 7:20-23: O que sai do homem e o que o contamina em nossa rotina.
1. Vigilância Mental
Antes que a palavra saia da boca ou a ação seja executada, ela passa pelo filtro da mente. Se percebermos o nascimento de um pensamento de inveja ou soberba, devemos neutralizá-lo imediatamente com uma prece ou um pensamento oposto de benevolência.
2. Higiene Espiritual
Assim como lavamos as mãos para remover a sujeira física, devemos “lavar” o coração através do perdão e da caridade. O que sai de nós deve ser amor, paciência e compreensão.
3. Humildade
Reconhecer que somos um “poço de pecados” não deve nos levar à depressão, mas à humildade. A humildade é o antídoto para a soberba, uma das contaminações mais perigosas citadas por Jesus.
Tabela de Contaminações e Virtudes Opostas
| Contaminação (Marcos 7) | Virtude a ser Cultivada | Ação Prática |
| Maus Pensamentos | Pureza Mental | Leitura de livros edificantes e prece. |
| Inveja | Gratidão | Agradecer pelo que tem e pelo sucesso do outro. |
| Soberba | Humildade | Reconhecer que todos somos iguais perante Deus. |
| Avareza | Generosidade | Praticar a caridade material e moral. |
| Engano | Verdade | Ser honesto em todas as circunstâncias. |
O Reino de Deus Dentro de Nós
Jesus afirmou em outras passagens que “o Reino de Deus está dentro de vós”. Se o Reino está dentro, por que o que sai de nós muitas vezes nos contamina? A resposta reside no nosso estágio evolutivo. O Reino de Deus é uma semente que precisa de solo limpo para crescer.
Ao compreendermos Marcos 7:20-23: O que sai do homem e o que o contamina, percebemos que a jornada da vida é um processo de filtragem. Estamos aqui para filtrar as impurezas do nosso poço interior até que dele jorre apenas a água viva da qual Jesus falou à mulher samaritana.
A Promessa da Salvação
A salvação, portanto, é a libertação da “escravidão do pecado”. Não é uma fuga deste mundo, mas uma transformação de nossa percepção e atitude diante dele. Quando o que sai de nós é luz, nada de fora pode nos contaminar, pois a luz dissipa as trevas.
Jesus, em seu sacrifício, não nos deu apenas o perdão, mas a ferramenta da vontade. Através da vontade firme, podemos domar nossas inclinações más e caminhar para o reino de pureza onde seremos “recebidos como puros livres de pecados”.
Conclusão: Um Chamado à Renovação
O estudo de Marcos 7:20-23: O que sai do homem e o que o contamina é um convite à autoanálise profunda. Não procuremos o mal no mundo, nas circunstâncias ou nos outros. O mal que nos atinge é aquele que encontra eco em nossa própria imperfeição.
Sejamos gratos pelas “eternas oportunidades” que a Divina Providência nos concede. Que cada dia seja um tempo de renovação, onde possamos substituir a inveja pela admiração, a soberba pela simplicidade e o ódio pelo perdão. Somente assim, o que sair de nós será o perfume de nossas virtudes, e não a contaminação de nossos vícios.
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