Esta escrito em Isaias 59: 1 – 2 : revela que a mão do Senhor não está encolhida para salvar, mas nossas iniquidades criam a separação. Entenda a visão espírita sobre o pecado e a evolução.
Introdução: A Mensagem Eterna de Isaias 59: 1 – 2
A passagem bíblica esta escrito em Isaias 59: 1 – 2 : ecoa através dos séculos como um lembrete vívido da relação entre a Criatura e o Criador. O texto sagrado nos diz: “Certamente a mão do Senhor não está encolhida para que não possa salvar, nem surdo o seu ouvido, para que não possa ouvir. Mas as vossas iniquidades fazem divisão entre vós e vosso Deus, e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós para que não vos ouça.”
Muitas vezes, em momentos de aflição, questionamos o silêncio divino. No entanto, a análise profunda esta escrito em Isaias 59: 1 – 2 : nos mostra que o bloqueio não parte de Deus, mas de nossas próprias vibrações e ações. Sob a ótica do Espiritismo, essa “divisão” mencionada pelo profeta é a desarmonia fluídica que criamos ao nos afastarmos das leis de amor e caridade.
A Mão do Senhor: Um Amparo que Nunca Falta
Quando lemos em Isaias 59: 1 – 2 que a mão do Senhor não está encolhida, recebemos o consolo de que a Providência Divina é constante. Deus somente deseja o nosso bem; Ele conhece todas as nossas fraquezas e quer nos ver fortes. Como Pai amoroso, Ele sabe que, a curto prazo, jamais conseguiríamos nos corrigir totalmente de nossos vícios e nos purificar de todas as nossas fraquezas espirituais de uma só vez.
A evolução é um processo gradual. A “mão que salva” mencionada em Isaias 59: 1 – 2 manifesta-se nas múltiplas oportunidades de aprendizado, nas reencarnações sucessivas e no auxílio constante dos mentores espirituais. Deus não nos condena pelas nossas falhas, mas nos estende a mão para que possamos sair da escuridão da ignorância.
A Natureza da Alma e os Pensamentos Negativos
Nossa alma, em seu estágio atual de evolução, ainda é acolhedora de todas as formas de pensamentos negativos. Esses pensamentos são indutores que levam o corpo a executar os desejos da alma inferior. O texto de Isaias 59: 1 – 2 nos alerta para o fato de que esses desejos e iniquidades são o que “encobrem o rosto” de Deus.
No Espiritismo, entendemos que o pensamento é matéria mental. Ao cultivarmos o ódio, o egoísmo ou a vingança, criamos uma “névoa” ao nosso redor. Deus continua a brilhar como o sol, mas nós fechamos as cortinas de nossa alma. Portanto, a mensagem de Isaias 59: 1 – 2 é um convite à reforma íntima, à limpeza desses pensamentos para que a luz divina possa novamente nos iluminar.
Jesus e a Salvação pela Evolução Espiritual
O amor e o carinho de Deus foram tão grandes que Ele nos concedeu a salvação por intermédio de Jesus. O Mestre veio ao mundo para “tirar os pecados do mundo”, não através de um passe de mágica, mas nos dando as ferramentas e o exemplo necessários para evoluirmos espiritualmente.
Em Isaias 59: 1 – 2, vemos a promessa de que o ouvido de Deus não está surdo. Através do Evangelho de Jesus, aprendemos a sintonizar nossa oração com a vontade divina. A salvação, no contexto espírita, é a libertação das amarras do ego. Jesus é o caminho porque personificou a conduta que anula a divisão mencionada em Isaias 59: 1 – 2.
Iniquidades: A Muralha que Nós Construímos
A segunda parte de Isaias 59: 1 – 2 é categórica: “as vossas iniquidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus”. Somos criaturas fracas em todos os sentidos, a começar pelo corpo, a carne. A fragilidade física é um reflexo da nossa necessidade de aprendizado. Já nascemos a caminho da morte e estamos sujeitos a flagelos que testam nossa fé e paciência.
Essas iniquidades não são “erros imperdoáveis”, mas sim dívidas que contraímos com a Lei de Causa e Efeito. Quando agimos contra o próximo, agimos contra nós mesmos e, consequentemente, nos afastamos da frequência vibratória do Pai. Isaias 59: 1 – 2 serve como um diagnóstico espiritual: o problema não é a falta de ajuda divina, mas o excesso de “ruído” que nossas ações equivocadas produzem.
O Salário do Pecado e a Lei da Colheita
Diz-se comumente que “o salário do pecado é a morte”. De acordo com a lógica de Isaias 59: 1 – 2, essa morte não é apenas o fim do corpo físico, mas o estado de entorpecimento da alma que vive longe da luz. Em nosso primeiro suspiro, recebemos a carga negativa herdada de tempos passados, por não termos sido bons agricultores em vidas anteriores.
Jesus foi claro ao dizer que “colhemos o que plantamos”. Se plantamos ervas daninhas, jamais colheremos frutos saborosos. A divisão citada em Isaias 59: 1 – 2 permanece enquanto formos impuros. Pagaremos o “salário do pecado” — que é o sofrimento e a necessidade de reparação — até que nos livremos das iniquidades que nos separam do Criador.
A Reencarnação como Misericórdia Divina
A interpretação espiritualista de Isaias 59: 1 – 2 nos leva a valorizar a reencarnação. Se a morte é a consequência do pecado, a nova vida é a oportunidade da redenção. Teremos tantas existências quantas forem necessárias para nos livrar das manchas do passado.
Deus nunca encolheu Sua mão; Ele nos permite voltar ao cenário das nossas lutas para que possamos transformar inimigos em amigos e erros em sabedoria. A “divisão” de que fala Isaias 59: 1 – 2 é temporária, fruto da nossa vontade rebelde, e será dissolvida assim que o amor imperar em nossos corações.
Conclusão: Superando a Divisão
A leitura de Isaias 59: 1 – 2 não deve nos trazer medo, mas esperança. Ela confirma que o canal de comunicação com o divino está sempre aberto do lado de Deus. Cabe a nós, através do estudo, da oração e da caridade, remover os obstáculos que colocamos no caminho.
Somos, de fato, um poço profundo de pecados e limitações, mas somos também centelhas divinas com potencial infinito. Que a reflexão sobre Isaias 59: 1 – 2 nos motive a buscar a pureza necessária para que o rosto de Deus não nos seja mais encoberto, e para que possamos sentir, em cada batida do coração, que a Sua mão nos sustenta e protege sempre.
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- O Consolador – Revista Semanal de Espiritismo
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